O cimento queimado tradicional é argamassa de cimento e areia fina no traço 1:3, aplicada em camada de 1,5 a 3 cm sobre o contrapiso e "queimada": ainda úmida, recebe pó de cimento peneirado e é alisada com desempenadeira de aço até fechar o poro e ganhar o brilho característico. O pigmento (pó xadrez) entra na massa para dar o tom — cinza natural, chumbo ou terroso. Custo de material: R$ 30 a R$ 50 por m², mais a mão de obra de pedreiro caprichoso, que é o verdadeiro segredo do acabamento.
A regra que ninguém pode pular: junta de dilatação a cada 2 m no máximo (ou painéis de até 4 m²), feita com perfil plástico, alumínio ou junta serrada. Cimento queimado sem junta trinca, com certeza — a fissura fina faz parte da estética, mas a trinca aberta que levanta placa é erro de execução. Aplique também sobre contrapiso curado há pelo menos 14 dias, nunca sobre base nova "para adiantar".
As alternativas modernas: as massas prontas monocomponentes (cimento queimado de baixa espessura) vão com desempenadeira em 2-3 demãos de 2-3 mm sobre piso existente, contrapiso ou até porcelanato antigo, custando R$ 70 a R$ 130 por m² aplicado — mais caras, porém sem quebradeira e com cor mais uniforme. Já o chamado "porcelanato líquido" é outra coisa: resina epóxi autonivelante, com preço e manutenção de outro patamar.
Para durar, todo cimento queimado pede selagem: resina acrílica base água ou verniz específico (R$ 8 a R$ 15 por m² por demão, renovando a cada 2-3 anos em piso). Sem selar, ele mancha com óleo, vinho e até água de vaso de planta — a mancha entra no poro e não sai mais.