O aterramento é o caminho de escape da eletricidade: sem ele, a carcaça de uma máquina de lavar com fuga fica energizada esperando alguém encostar. O padrão residencial usa haste de aço cobreado de 2,40 m cravada no solo junto ao padrão de entrada, conectada ao barramento de terra do quadro por cabo de cobre verde-amarelo de no mínimo 10 mm², sem emendas enterradas sem solda exotérmica ou conector apropriado.
Em solo seco, arenoso ou pedregoso, uma haste só não basta: o eletricista crava 2 ou 3 hastes espaçadas de 3 m, interligadas, até a resistência de terra medida com terrômetro ficar idealmente abaixo de 10 ohms. Material é barato — haste custa R$ 40 a R$ 80 e o serviço completo com medição fica entre R$ 300 e R$ 700 em 2026.
Cuidado com o falso terra, praga comum em casas antigas: o instalador liga o pino terra da tomada no neutro (o famoso "jumpeado"). Parece funcionar, mas se o neutro romper na rua, todas as carcaças aterradas ficam energizadas com a tensão da fase — é literalmente pior que não ter terra. Desconfie se todas as tomadas têm 3 pinos mas você nunca viu haste no padrão.
Sinais de que seu aterramento precisa de revisão: formigamento ao encostar na geladeira, tanque ou chuveiro; DR que não consegue ser instalado "porque desarma"; e equipamentos eletrônicos queimando com frequência em dia de chuva. Nesses casos, peça a um eletricista a medição com terrômetro — é meia hora de serviço e tira a dúvida com número, não com achismo.