Obra que estoura o orçamento quase sempre não tinha cronograma físico-financeiro: a planilha que cruza o avanço físico (o que foi feito) com o desembolso (o que foi pago). Sem ela, você descobre o rombo quando o dinheiro acaba com a casa no reboco.
Monte a sua em uma página, distribuindo o custo total pelos percentuais típicos de uma residência:
- Serviços preliminares e fundação: 8% a 10%;
- Estrutura (pilares, vigas, lajes): 15% a 18%;
- Alvenaria e cobertura: 13% a 15%;
- Instalações elétricas e hidráulicas: 12% a 15%;
- Revestimentos e pisos: 20% a 25%;
- Esquadrias e vidros: 8% a 10%;
- Pintura e acabamentos finais: 10% a 12%.
Com os percentuais na mão, valem três regras de gestão. Primeira: pague por etapa concluída e medida, com no máximo 10% a 20% de adiantamento para mobilização — empreiteiro com a obra toda paga adiantado é o roteiro clássico de abandono. Segunda: revise a planilha a cada 15 dias, anotando o realizado; se aos 40% físicos você já gastou 55% do dinheiro, o alerta acendeu cedo o bastante para renegociar. Terceira: reserve 10% a 15% de contingência fora da planilha — imprevisto em obra não é possibilidade, é certeza; a única dúvida é o tamanho.