Os códigos de obras municipais costumam exigir pé-direito mínimo de 2,50 m em cômodos de permanência prolongada (quarto, sala, cozinha) e aceitam 2,30 a 2,40 m em banheiro, corredor e lavanderia. Só que o mínimo legal é apertado na prática: com forro de gesso e spots, uma laje a 2,50 m vira 2,38 m — sensação de teto na cabeça em qualquer sala maior que 15 m².
O padrão de mercado em casas novas é 2,70 a 2,80 m, que aceita rebaixo de gesso, sanca e ventilador de teto (que pede 2,30 m livres sob as pás) sem sufocar. O pé-direito de 3 m ou mais dá amplitude e melhora o conforto térmico — o ar quente sobe e fica longe das pessoas — mas tem preço:
- Mais fiadas de bloco, mais reboco e mais pintura: cada 10 cm a mais custa por volta de 1,5% a 2% do custo da alvenaria e revestimento da casa;
- Andaime ou escada maior em toda manutenção e pintura futura;
- Mais volume de ar para climatizar: sala com pé-direito 3,20 m pede um degrau a mais de BTU no ar-condicionado.
Regra prática de projeto: 2,70-2,80 m na casa toda, subindo para 3 m ou pé-direito duplo apenas no estar social, onde o efeito aparece. E decida a altura antes de concretar a primeira laje — é a única decisão de conforto da casa que não tem reforma que conserte depois.