Temperatura de cor, medida em kelvin (K), define o "clima" da luz: quanto menor, mais amarelada e aconchegante; quanto maior, mais branca e estimulante. O mapa que funciona em casa:
- 2700 a 3000 K (branco quente): quarto, sala de estar, varanda gourmet — relaxa e não atrapalha o sono;
- 4000 K (branco neutro): cozinha, banheiro, área de serviço — mostra as cores reais dos alimentos e da pele sem esfriar o ambiente;
- 5000 a 6500 K (branco frio): escritório, garagem, oficina — foco e detalhe, mas evite em áreas de descanso.
Quantidade de luz também tem conta. Como referência prática por m²: sala e quarto pedem 100 a 150 lúmens/m²; cozinha, 250 a 300; e a bancada de trabalho (pia, fogão, escrivaninha) merece reforço local equivalente a 500 lux. Uma LED bulbo de 9 W entrega cerca de 800 a 900 lúmens — um quarto de 12 m² fica bom com duas delas ou um plafon equivalente.
Dois detalhes que separam iluminação boa de mediana: o IRC (índice de reprodução de cor) — use no mínimo 80, e 90+ no espelho do banheiro e na cozinha, senão a maquiagem e a comida ficam com cor falsa; e a regra de não misturar temperaturas no mesmo plano: spots 2700 K com fita 6000 K na mesma sanca fica visivelmente errado. Se quiser flexibilidade, lâmpadas smart de temperatura ajustável custam R$ 25 a R$ 60 e resolvem quarto e sala com uma peça só.