Perda de material por armazenagem ruim consome de 5% a 8% do orçamento de uma obra residencial — dinheiro que sai do bolso sem virar parede. O campeão de prejuízo é o cimento: saco no chão puxa umidade e empedra. Guarde sobre pallet ou estrado de madeira, afastado 30 cm da parede, em pilhas de no máximo 10 sacos, em local coberto e seco. E respeite a validade: cimento tem 90 dias da data de fabricação — depois disso perde resistência mesmo que pareça solto. Compre para 3-4 semanas de serviço, não para a obra toda.
Os demais seguem regras próprias:
- Areia e brita: em baias separadas ou sobre lona (o chão "come" os 5 cm de baixo e mistura terra na argamassa), cobertas contra chuva e folhas;
- Aço: sobre pontaletes, longe do chão e coberto com lona. Ferrugem superficial fina é aceitável; escamas soltando, não;
- Tijolo e bloco: empilhados perto de onde serão usados — a dupla movimentação é a segunda maior fonte de quebra;
- Porcelanato e cerâmica: caixas em pé, nunca deitadas empilhadas alto, em área sem trânsito de carrinho;
- Tinta, argamassa colante e rejunte: em prateleira, longe do chão e do sol — argamassa colante também vence (confira o prazo no saco).
Complete com um caderno ou planilha simples de entrada e saída: canteiro sem controle é onde 10 sacos viram 8 sem ninguém saber como. Receber o material conferindo quantidade na descarga, com a nota na mão, é metade da gestão do estoque.